PRESIDENTE DA ASDERBA/SINDICATO LAMENTOU A MORTE DE TEORI ZAVASCKI

Para Nilton Borges, "morte de Zavaski deixa grande incógnita na Lava Jato".

Para Nilton Borges, “morte de Zavascki deixa grande incógnita na Lava Jato”.

O presidente da Asderba/Sindicato, Nilton Borges Ramos, manifestou a preocupação de que a morte – num acidente de avião, na tarde de quinta-feira, no mar de Paraty, litoral Fluminense – do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF venha atrapalhar as investigações do maior escândalo de corrupção no Brasil. “Todo brasileiro que acompanha a Lava Jato está se perguntando: e agora, como ficarão as investigações? Quem vai herdar a relatoria de Teori Zavascki, um ministro sorteado pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, ou um sucessor indicado pelo presidente ilegítimo e desacreditado Michel Temer?”, indaga Nilton.

Ele teme a segunda hipótese, “uma vez que boa parte do ministério de Temer está implicada no mega esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Lava Jato, e até o presidente da República já foi citado durante as investigações”, Para o presidente da Asderba/Sindicato, a ministra Cármen Lúcia deve resolver o quanto antes esta questão, “pois a Lava Jato, patrimônio moral do povo brasileiro, não pode ter solução de continuidade, mas seguir em frente, sem atraso e nenhum obstáculo”.

Nilton Borges Ramos elogiou o falecido ministro, afirmando que, “com seu jeito discreto, sério, competente e refratário aos holofotes das celebridades passageiras, Teori Zavascki era o guardião da Lava Jato e fiador de todo o processo investigatório”. Zavascki morreu quando finalizava a análise de 900 depoimentos de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht e se preparava para homologar a delação premiada de todos eles, a mais esperada de todas.

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