BAHIA TERÁ R$ 600 MILHÕES PARA RECUPERAR ESTRADAS

– Verba foi liberada pelo Banco do Brasil, depois de muita cobrança.

Depois de muita cobrança, o Banco do Brasil liberou uma verba de R$ 600 milhões para o Governo da Bahia utilizar na recuperação de estradas. De olho nos recursos, diversos prefeitos já solicitaram uma audiência com o governador Rui Costa para cobrarem reparos nas rodovias estaduais. O diretor geral da Asderba/Sindicato, Nilton Birges Ramos, observou que “agora não há mais desculpas de falta de recursos para deixar as estradas baianas largadas na buraqueira”.

Ele lembrou a Pesquisa CNT de Rodovias 2017 para ressaltar que de cada dez estradas que passam pelo estado, seis são consideradas regulares, ruins ou péssimas. De 57 rodovias baianas analisadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 64,8% estão nessa situação e, quanto ao estado geral, nenhuma é tida como ótima.

É também na Bahia que está a pior ligação rodoviária do país – trecho que liga a cidade de Barreiras, no Extremo-Oeste baiano, à cidade de Natividade, no Tocantins. De um total de 109 ligações entre rodovias analisadas pela Confederação, a pior delas, que liga Barreiras (BA) a Natividade (TO),  envolve cinco rodovias: a BA-460, BA-460/ BR-242, TO-040 e TO-280.

CUSTO OPERACIONAL

Para além da dificuldade em transitar pelos trechos, com problemas de pavimentação, sinalização e infraestrutura de apoio, ainda há o prejuízo para quem depende da malha rodoviária para trabalhar. De acordo com a pesquisa, as condições gerais das rodovias impactaram diretamente no custo operacional dos transportadores, que subiu de 24,9% em 2016 para 27% este ano.

Com um maior custo para os transportes, sobe também o preço dos produtos distribuídos à sociedade. O impacto fica mais palpável quando se leva em consideração que 90% das cargas da indústria são transportadas através da malha rodoviária brasileira.

Na Bahia, o preço sobe ainda mais. De acordo com o assessor de Agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) Luiz Stahlke, a situação das rodovias impacta no aumento do frete para escoamento da safra em 30%, o que acaba encarecendo o produto. O impacto direto, de acordo com ele, é na quebra dos caminhões, no tempo de transporte e, consequentemente, no custo por tonelada transportada.

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