SESSÃO ESPECIAL NA ALBA MARCOU  OS 101 ANOS DO HISTÓRICO DERBA

pela terceira vez, os servidores do Derba foram lembrados com Sessão especial na ALBA.

– Durante a homenagem ao “Dia do Rodoviário Baiano”, o engenheiro Carlos Alberto Dantas Mendes recebeu a “Medalha 2 de Julho”.

Os 101 anos de fundação do Departamento de Estradas de Rodagem da Bahia, o antigo Derba, a serem comemorados amanhã (dia 31), foram lembrados na manhã desta quinta-feira, na Sessão Especial da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)), proposta pelo deputado estadual Hildécio Meireles para homenagear o “Dia do Rodoviário Baiano”. O ponto alto da sessão foi a entregue da “Medalha 2 de Julho”, a maior distinção concedida pelo parlamento baiano, ao engenheiro civil Carlos Alberto Dantas Mendes, “pelos relevantes serviços prestados na construção da malha rodoviária da Bahia, que contribuíram, diretamente e indiretamente, para o desenvolvimento socioeconômico do Estado”.

Dantas Mendes foi secretário de Transportes e Comunicação do governo Waldir Pires (1987-1989) e diretor geral do Derba, autarquia extinta em 2015 pela reforma administrativa do governador Rui Costa. Compareceram à solenidade, no Plenário da Alba, servidores e ex-servidores do Derba capital e das 20 Residências de Conservação e Melhoramentos que o extinto órgão mantinha em de vinte municípios estratégicos da Bahia. “O Dia do Rodoviário Baiano” é também consagrado ao servidores do antigo Derba, uma vez que a autarquia foi criada em 31 de agosto de 1917.
Ao conceder a “Medalha 2 de Julho” ao engenheiro Carlos Alberto Dantas Mendes, de 80 anos, o deputado Hildécio Meireles disse que fazia justiça a um profissional e a um homem público que se especializou para servir bem à Bahia na área de infraestrutura de transporte, sobretudo o rodoviário.

Dantas Mendes, por sua vez, dedicou grande parte da comenda a todos os servidores do Derba, “do mais humilde operário ao mais graduado engenheiro”. A outra parte da Medalha, ele ofereceu à esposa, Dona Maria Nilza, e aos filhos Luís André, Ana Carolina e Ana Sofia”, presentes à solenidade.

“Eu me sinto imensamente honrado e envaidecido por tamanho distinção. Essa honraria não deve ser creditada somente a mim, mais realização coletiva de uma equipe dedicada, competente e coesa: à grande família derbiana. Sem a colaboração indispensável de todos os servidores do Derba, não teríamos feito nada”, reconheceu o engenheiro. Ele encerrou o discurso manifestando a convicção de que “o Derba ressurgirá”.

PROTESTO E INDIGNAÇÃO PELO FIM DO DERBA

Deputado Hildécio Meireles citou pesquisa da CNT para apontar a falta que o Derba faz.

O protesto e a indignação pelo fim do Derba marcaram os discursos da Sessão Especial do “Dia do Rodoviário Baiano”, que aconteceu pelo terceiro ano consecutivo, por iniciativa do deputado estadual Hildécio Meireles. Primeiro a usar o microfone, o presidente da Asderba/Sindicato Nilton Borges Ramos disse que o que aconteceu com o Derda “foi um ato inesperado que trouxe grande prejuízos ao povo baiano”, com a precariedade das estradas e a elevação dos custos com a manutenção dessas vias que, nas mãos das empreiteiras, chegaram a triplicar.

Numa referência às eleições próximas, ele firmou que “está chegando a hora de os derbianos se tornem agentes das mudanças” e concitou a todos que não votem naqueles que ajudaram a acabar com o Derba. “Não devemos votar em quem votou contra a gente e sim naqueles que estão do nosso lado, como deputado Hildécio Meireles”, afirmou o dirigente da Asderba/Sindicato, que defendeu também o voto no vereador Hilton Coelho, também candidato a deputado estadual, “outro grnde amigo dos derbianos”. Nilton Borges encerrou sua fala dizendo acreditar no ressurgimento da autarquia> Para ele, “o Deba vive e viverá enquanto houver um derbiano vivo”.

Em seu discurso, o deputado Hildécio Meireles citou a Pesquisa de Rodovia 2017, da Confederação nacional dos Transportes (CNT), como “uma prova inconteste da irresponsabilidade do governo em acabar com o Derba”. A pesquisa mostrou que cirrcular pelas rodovias que cortam a Bahia – sejam elas estaduais ou federais, sob concessão ou não – tem sido tarefa complicada, pois, a cada dez estradas que passam pelo estado, seis são consideradas regulares, ruins ou péssimas. De 57 rodovias baianas analisadas pela CNT, 64,8% estão nessa situação e, quanto ao estado geral, nenhuma é tida como ótima. Meireles se colou à disposição dos derbianos, declarando que continuará lutando pela volta do Derba.

O homenageado Carlos Alberto Dantas Mendes manifestou a sua “tristeza e profunda indignação “ com a extinção do Derba, que considerou “uma medida irresponsável e açodada, que vem causando inúmeros prejuízos à malha rodoviária da Bahia”, principalmente aos quase 20 mil km de estradas projetadas, construídas e conservadas pelo órgão ao longo de 97 anos de existência. A tristeza pelo fim de uma autarquia que, ao longo de quase um século, trafegou junto com o desenvolvimento e a integração regional da Bahia estava estampada no rosto de todos os derbianos que participaram da Sessão Especial. A esperança também: de que a luta de todos pelo resgate da saudosa autarquia não será em vão.

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